Adaptação e adoção de uma criança maior – Cintia Liana

Por Cintia Liana Reis de Silva

Existe a grande ilusão e a insegurança em achar que só com um bebê irá sentir amor, que a chegada do bebê poderá se assemelhará ao máximo com o parto e será mais fiel aos meios e ritos “naturais” de se ter um filho. A verdade é que para se amar um ser como filho não depende em nada de idade nem de cor de pele, depende somente da abertura para essa relação e do desejo para que ela aconteça e tome forma.

Podemos dizer que os maiores desafios antes de adotar uma criança mais velha são os preconceitos e mitos que essa prática envolve. Crenças de que a criança já esteja tranzendo traumas vividos na família de origem e na intituição de onde vem, que já tragam hábitos ou vícios cotidianos difíceis de serem “retirados”. Medo de que a criança não se adapte ou que não reconheça os adotantes como “verdadeiros” pais, que os rejeite ou queira voltar para os pais de origem.

Os adotantes têm medo de serem abandonado, mas devem olhar para o medo da criança em ser abandonada pela segunda, terceira, quarta vez, como pode ocorrer. Algumas pessoas têm o discurso de que querem “moldar” o filho que chegará, mas não pensam que ele fará de tudo para ser aceito dentro de suas possibilidade e que aceitará os novos pais como são.

Todos os envolvidos na adoção se sentem ansiosos e nervosos, afinal é um “parto”, nasce uma nova família, tudo se recria, mas na realidade o sujeito mais frágil nesta situação é a criança, que está em desenvolvimento e com muito medo de crescer no desamparo, desamparo este que só causa sofrimeto e dor, essa criança precisa sentir segurança em quem está adotando-a.

Existem muitas “vantagens”, se é que podemos chamar assim, em se adotar uma criança mais velha, por exemplo, elas desejam conscientemente uma família, já sabem que vêem de uma outra família, mas que por algum motivo não puderam permanecer com ela e precisam de pais substitutivos, estão dispostas a se doar e a amá-los como nunca, elas querer acreditar que é possível sentir segurança, que desta vez ela será amada e que ela é digna desse amor.

Por Cintia Liana

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Confesso que já sonhei com um bebê nos braços. Mas ao olhar nos olhos da minha filha pela primeira vez e reconhecê-la aos 10 anos de idade, essa ideia não fez a menor diferença. Encontrei minha menina crescida, apenas isso…O mais importante foi tê-la encontrado.

Meu tesouro então, nos adotou no primeiro colo, aos 3 anos… Ambos nos presenteiam a cada dia com descobertas e demonstrações de carinho, únicas.

Quando surge alguma dúvida sobre por onde nós andávamos enquanto eles cresciam… logo vem a mente a certeza de que se tivemos que trilhar caminhos diferente para nos encontrar, então valeu. Pois estamos plenos, felizes e cada dia mais fortalecidos pelo amor que nos sustenta.

Eu acho que não deveria receber o nome de “adoção tardia”, é adoção na hora certa!.. rs

Por Giselle Dutra

6 thoughts on “Adaptação e adoção de uma criança maior – Cintia Liana

  1. Giselle, fiquei muito contente de encontrar um texto meu aqui em teu belo blog.
    Ao ler tua mensagem no final, sobre tua filha, fiquei emocionada. Imagino o quanto essas palavras apoiam novas adoções baseadas no amor e apoiam a aceitação dos fatos que não podem ser mudados, mas fortalece o sentimento que que este encontro deveria acontecer no momento em que todos estavam preparados para ele.
    Um forte abraço p vc.

  2. Tho adorando conhecer um pouquinho sobre adoçaõ nao vejo a hora de ter meu filho ou filha pois estou ansiosa pra chegada dele ou dela que meu processo sai logo…

  3. Boa noite meu nome e Sonia , estou habilitada a um ano eu wueria adotar um bcbe mas agora mudei meu modo de pensar e gostaria de adotar uma criança com idade superior a dois anos e nao sei como proceder. Morro em Guarulhos-Sp e gostaria de orientação a respeito sobre minha mundanca eu quero adotar um filho ou filha independente dd idade por favor voces podem me ajudar me orintando o que devo fazer. Desde ja muito obrigado pela atenção.

  4. Bom dia eu estou em processo de habilitaçao para adotar uma criança de zero a sete anos e pode ter uma irma do sexo feminino sera que eu posso fazer busca afetiva sou de sao roque do canaa es

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